"O pensamento deve ser tão livre e extenso quanto o céu, que não prende ninguém, e ainda dá espaço pra que se possa voar."


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quarta-feira, 31 de maio de 2017

O MITO RENATO RUSSO

MITO: 

 1. relato fantástico de tradição oral, ger. protagonizado por seres que encarnam as forças da natureza e os aspectos gerais da condição humana; lenda.
 2. antrpol relato simbólico, passado de geração em geração dentro de um grupo, que narra e explica a origem de determinado fenômeno, ser vivo, instituição, costume social.
  1. Foto/Site Oficial Renato Russo














      Quando nos deparamos com palavra "mito", o imaginário comum das pessoas é sempre lembrar de uma figura emblemática, normalmente um artista, estudioso, ou alguém pela qual temos grande admiração. 
      Eu cresci ouvindo Legião Urbana, por influência do meu primo, e apesar de não entender o contextos das músicas, eu sempre achei legal a história de "João de Santo Cristo", e confesso que sempre quis saber que arma era a Winchester 22, e tinha como objetivo da minha infância aprender a cantar "Faroeste Caboclo" sem esquecer nem errar nada.


      Eu juro que vim entender todas as nuances de "Metal Contra as Nuvens" um dia desses. Como as as letras desses cara nunca deixassem de ser atuais e reflexivas.
      Com algo que não contemporâneo à minha consciência, pois eu não lembro dele quando era bem novinho, ele surgiu de fato como um "mito", algo que eu realmente duvidava que de fato existiu. Eu pensava "esse cara só pode ser como o "Jonhy" de "Dezesseis", ele não existiu de fato. Talvez em algumas das possibilidades de Multiversos ele esteja vivo, olhando toda a influência de sua obra. Salve Renato Russo, o Mito.




terça-feira, 23 de maio de 2017

Documentários sobre o racismo que vão te fazer ter uma visão melhor sobre o Brasil

 Quando você pensar em imaginar que há igual da racial no Brasil, que existe sim, uma harmonia histórica entre as raças nesse país. Quando te disserem que ainda não temos reflexos da escravidão na nossa sociedade, lembre-os que todo negro ainda sofre os reflexos daquilo, basta olhar as favelas, as periferias. Quem tem maior renda? Quem tem maior acesso a educação? Quantos são os que cursam ensino superior? Quando buscar todos esses dados, saberás do que se trata a escravidão e suas marcas até hoje.


  Passando pelos motivos da chegada dos negros, a corrida do ouro, e todas as outras formas de uso da mão de obra escrava negra. Toda a opressão causada por "não terem alma" e a fé que sempre os acompanhou. 

 Quando a escravidão passou a ser ilegal, nada mudou de fato. Os negros eram expulsos das cidades, não existiram reformas sociais que fizessem com que os negros fossem de fato, reconhecidos como cidadãos. Analfabetos, com sua cultura recriminada (até hoje), sendo caçados até depois de décadas do assinatura da Lei Áurea, foram formando as periferias das grandes cidades, pois eram proibidos de estarem nos centros das grandes cidades.

 Passei minha infância buscando entender, por que as outras crianças brancas eram consideradas lindas e eu não? Por que quando alguém me elogiava soava meio que com pena? Estamos na era da informação, e até hoje os padrões de beleza de "paraíso das raças", não abrange nada além de um cabelo liso, e pele e olhos claros.

 Vejam os documentários/reportagens abaixo, abram suas mentes, pesquisem.





segunda-feira, 22 de maio de 2017

INQUÉRITO & TULIPA RUIZ, O SIGNIFICADO DO RAP EM UMA MÚSICA

 A cada dia o RAP impressiona mais. E acaba de sair essa pedrada na cara dos "críticos". "Lição de Casa" é como se dissesse: "Hey, vocês esqueceram que o RAP surgiu saindo do convencional? Então, desde quando criaram-se padrões?" 

 Ele cita elementos diários, mostrando que a essência do movimento está nas batalhas e belezas vividas. Traçando paralelos e buscando exemplos históricos, trazendo para a realidade, a música é "incomentável". Poesia, incontestável. 





O Rap é a comunidade enchendo a laje
É ir no cinema ver um filme e tá lá o Sabotage
É quando um moleque da Fundação contraria
E ganha um concurso de poesia

O Rap é Halls preto não é bala de Tutti Frutti
É um carrinho de dog que virou food truck
A caneta do GOG, a agulha do KL Jay
Os pés do Nelsão, as mãos dos Gêmeos no spray

Quer saber o que é Rap puro?
A escola ocupada pelos aluno!
Mariguela, Mandela, Guevara, Dandara, Zumbi
Foram Rap antes do Rap existir

sábado, 13 de maio de 2017

PAIS E FILHOS E SEUS CONTEXTOS - MUSICÁLIA


 O Canal Musicália com toda sou produção simples, traz um conteúdo muito bom sobre a música brasileira. Sem ofender as músicas atuais, eles têm o foco mais voltado para grupos, bandas e cantores do passado. Cliquem no link inicial para ver seus vídeos, são maravilhosos e bem humorados. 

 O que nos trouxe a essa postagem, foi o destrinchamento da música "Pais e Filhos", da Legião Urbana. Creio que você, se tem sanidade e ouve música, pelo  menos já ouviu falar nessa "bandinha" que surgiu em Brasília na década de 80.

 No vídeo, o apresentador fala com detalhes seus entendimentos sobre a música, e qual a relação entre "Pais e Filhos" as partes têm, traçando paralelos com o cotidiano das interações familiares. 

 Confesso, sempre fui admirador da banda, que por sinal, foi a primeira banda que eu acompanhei na minha vida. Eu ouvia aquelas músicas (que muitas vezes eu não entendia, diante da quantidade mensagens que ela pode passar e dos contextos das letras) e passava horas do dia na casa do meu primo tentando aprender. 

 Hoje, esse canal me mostrou alguns contextos dessa letra, dos quais eu ainda não tinha notado, e que passam a ser visíveis após a análise

"Quero colo"
"Vou fugir de casa"
"Posso dormir aqui com você?"
"Estou com medo"
"Tive um pesadelo"
"Só vou voltar depois das três."


sexta-feira, 12 de maio de 2017

SETE VEZES VOCÊ
























Descreve os efeitos dela
Breve
Intenso
Imenso
A ponto de agradecer
Até os defeitos dela
Em 7
Anos
Dias meses
Desde os 17 

Passaram-se 7
Pessoas
Ilusões
Dores 
Sabores
Lembranças
"Amores"
Abandonamo-nos 
Vida que segue

A menina que veio
Um homem "menino"
Bagunçou sua vida 
Mudou o destino
Do outro lado do mundo
O menino homem
Via sempre sua querida
Se despedir
Entre o "eu te amo"
E o "não é isso que eu quero
Vou seguir minha vida

A vida que quis
O menino homem era apenas homem
Juntou seus passos
A menina precisava do seu abraço
7 séculos em anos
A saudade parece pequena quando se diz
Ela tinha dado a luz
Uma pequena grande luz
7 é um número místico, mítico 
E com ele o destino se fez.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

"Caro juiz Sérgio Moro."


 Ao contrário do que você possa estar pensando, o povo brasileiro quer muito acreditar cegamente na justiça, precisa disso pra dormir sem pesadelos e pra ter a grata sensação de proteção e garantia dos seus direitos mais básicos contra eventuais crimes ou abusos.

  Sou um cidadão comum, simplesinhosemialfabetizado, não sou advogado nem juiz, não fiz 'direito' e não conheço as leis com a profundidade de quem passou anos e anos estudando, de forma que eu posso até admitir que essa minha defesa enfática ao ex-presidente Lula seja apenas a posição de um cidadão que gostou muito da gestão dele, reconhece seus méritos e é grato por isso, mas, que por outro lado, ele possa ter cometido todos os crimes de que o acusam e até muitos outros, mais graves, a serem ainda, descobertos.

 Porém, juiz Moro, para crer nisso, eu preciso acreditar na imparcialidade e na honestidade da justiça. Sendo assim, na condição de simples cidadão pagador dos seus rechonchudos salários, peço encarecidamente que se manifeste sobre o escândalo que espalhou-se feito rastilho de pólvora na internet, envolvendo o seu nome, o nome da sua esposa e de outros membros da operação Lava Jato, em supostos desvios na APAE.


 Existe na sociedade o entendimento milenar de que, quem não reage à uma acusação, está consentido, admitindo a existência do fato em questão e por isso, venho cobrar uma manifestação sua, definitiva, conclusiva sobre isto, até para que o povo pare de insinuar que todo esse barulho que fazem com os graves "crimes do Lula" tem como único objetivo, abafar os seus. 
Insisto: a sociedade quer e precisa acreditar na justiça e nesse caso, entende que a justiça é cega, mas não é, não deve ser nem manter-se muda, como tem estado.


 Esse silêncio sepulcral grita, berra, acusa, quase os condena. Agradeço a sua atenção, contando com uma brevíssima resposta. As redes sociais estão aí, as câmeras da rede globo também, sempre ao seu inteiro dispor, então, por favor, use-as sem moderação!



Um cidadão brasileiro

segunda-feira, 8 de maio de 2017

O PREÇO DO AMANHÃ - [SINOPSE]

 Num futuro não distante, onde tempo realmente é dinheiro, relógios nos braços dos seres humanos dizem o tempo de vida de todos. Uns têm tempo para a imortalidade, outros vivem correndo para sobreviver, sem tempo para "viver" de fato. Parece muito com a realidade e desigualdade do mundo atual, e creio que o roteirista quis traçar um paralelo quando idealizou o filme.

  Lá, barreiras entre cidades são criadas, onde para passar de uma para a outra são cobradas fortunas, limitando assim a entrada de pessoas de baixo poder aquisitivo. No "gueto", roubos de tempo são constantes, quedas de braço são uma forma mais "fácil" de conseguir um tempo a mais, mas, ninguém sai vencendo nessa disputa. 

 Você, eu, e maioria das pessoas aplaudem/aplaudirão os "mocinhos" da história, que lá, são vilões querendo quebrar todo o sistema em que uns podem ser eternos e outros se matam pela sobrevivência. Onde reina a desigualdade, perpetuando a riqueza de algumas famílias, e condenando outras à uma luta diárias pela sobrevivência. Criando bolhas de violência, tentando nos convencer que a vida é justa e meritocrata  com todos, e que o destino da maioria é servir uma minoria está pouco se importando com quantas vidas pobres são perdidas.

 O filme é uma aula para quem consegue enxergar suas grandes semelhanças com a realidade. Onde pobres são sugados até a última gota, para que ricos possam ser eternos, sem tantas chances de que isso mude.

 Agora, vem um questionamento que eu sempre me faço: Por que será que muitos torcem para os rebeldes que batem de frente com estados violentos e injustos, e na vida real condenam aqueles que dão a cara para bater em prol de um bem comum a todos? Será que é pura e simples falta de visão, ou eles de fato são hipócritas? 

sexta-feira, 5 de maio de 2017

517 ANOS EM 4:51 MINUTOS - [Rashid - Esteriótipo]

"Um dos cinco moleques num carro no Rio
Podia ser eu.
Ou o Douglas que se foi no Jardim Brasil
Podia ser eu.
Ou inocente morto a noite ninguém viu
Podia ser eu.
E em nenhum desses casos cê nada sentiu, 
só se fosse eu!"


 Eu confesso! Não sei muito sobre o Rashid. Eu ouço algumas músicas e tal, mas eu tenho mais profundidade para abordar outros artistas. Mas, mesmo conhecendo-o há alguns anos, só vim dar certa importância ao seu trabalho depois que uma grande pequena garota que enchia meu saco falando do mesmo me mostrou uma música do cara.

 Emily, (minha fã enrustida hehehe) me despertou a curiosidade de acompanhar o Rashid desde então, e ainda bem, foi num momento de grande amadurecimento artístico dele. Um dos "três tenores", como diziam ele, o Projota e o Emicida, cresceu demais! E lançou uma música tão profunda quanto as marcas deixadas por esses séculos de exploração, preconceito, desigualdade, escravidão, limitação das "minorias" desse país. 

A música "Estereótipo" tem o devido nome, e a base da desigualdade descrita em suas linhas. o Geledés escreveu sobre; (Clique para ver). "Aqui somos alvos", disse o Rashid.

 Falando abertamente sobre as feridas sociais ainda abertas que temos. E que a p* da mídia maciça do Brasil mostra com olhares distorcidos, tentando modificar ou maquiar de uma maneira que agrade sua "audiência qualificada" em horário nobre, alienando e prestando um desserviço ao povo.



"Faz tempo que a rua não é fábula, vim tipo rábula 
Pelos meus com discurso pra encabular, Conteúdo! 
Boy, senta o rabo lá 
E me escuta, cansei do estábulo, não vou te adular 
Com essa Stabilo em mãos escrevi coisas que me levaram a confabular 
Na facul que você curte cabular 
Falemos de chances mas aviso 
Não existe igualdade pra quem tem que correr atrás de quase 400 anos de prejuízo."




quinta-feira, 4 de maio de 2017

PENA, A PORTA DOS FUNDOS DO JUDICIÁRIO.



 Você já ouviu falar no caso Rafael Braga? Se você faz parte desse mundo que vivemos e tem acesso a internet (pois os grande veículos de imprensa não se importam com preto preso de maneira "duvidosa"), você já ouviu falar. A Hysabella Conrado da Carta Capital um excelente texto sobre o assunto: Clique aqui.

 Pois bem! Não parece mais estranho vermos casos em que pessoas com alto poder aquisitivo e de influência cometerem crimes e continuar impunes, graças a manobras e facilitações do judiciário. O Porta dos Fundos, com seu humor rasgado e contestado por muitos, fez um vídeo excepcional que traduz basicamente como funciona a "justiça" no país do carnaval, confira:









quarta-feira, 3 de maio de 2017

SOCIAIS

Mundo gelado
Deixamos-nos de lado
Estando
Testando a vida 3.0
Fotos
Vídeos
Rendendo

"Likes"
E "reações"
De uma relação
Visível aos olhos digitais
Sem tantas emoções
Ser como muitos casais

Lado a lado
Pagando por toda aparência
Escondendo nas fotos toda carência
Afeto, afago
É fato!
Toda obediência vem das belas imagens
Sentimentos às margens

O que era pra ser "social"
Afastou os amores
Diminuiu os sabores
Aumentando todas as dores
Aquilo que aproxima
Pode causar todo o mal.